Wednesday, November 26, 2008

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Rodolfo Matos
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Tuesday, October 28, 2008

Arte conceitual

Mais algumas criações de El Rofo. Agora numa linha mais conceitual.

Rain (antigo)


Rain


Future Project

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Monday, July 07, 2008

Desovando o Desossado

Quando Oliveira abriu os olhos viu que estava alguns minutos atrasado. Pegou a chave da viatura número 56 e saiu. Na porta esbarrou em Carvalho, colega de profissão com quem mais tinha intimidade.

Carvalho era uma pessoa ingênua, tímida e caridosa. Ia contra qualquer estereótipo policial e mais se parecia com uma criança. Alguns até falavam que ele tinha algum tipo de doença mental. Qualquer sentença pronunciada por Carvalho era seguida de um contundente e largo sorriso.

“- Desculpa Oliveira não tinha te visto.
- OK.”

Depois de ter pronunciado esta frase, abriu seu largo sorriso, baixou a cabeça e seguiu seu caminho.

Oliveira mal tinha aberto a porta do carro quando ouviu o barulho ruidoso do rádio.

“- Homicídio, uma vítima, Rua Cerro Largo, esquina com a José Bonifácio. Viatura mais próxima se dirija ao local.
- Viatura número 56, policial Oliveira dirigindo-se ao local.
- Começou bem o turno Oliveira. Deve ser mais um vagabundo morto por causa do tóxico. Câmbio!
- Que seja.” Repete baixinho.

Provavelmente não era a viatura mais próxima do incidente, nem mesmo tinha tirado o carro da garagem, mas era pago pra isso, e isso era o seu trabalho. Servir e proteger. Servir ao superior e proteger o seu próprio rabo.

Ligou a sirene, ignorou alguns comprimentos dos colegas que estavam por perto e saiu.

A noite o trânsito era mais tranqüilo, por isso conseguiu chegar rapidamente ao local. Diferente do que é de praxe, não havia nenhum curioso ao redor do corpo, ninguém espiando pela janela, nem mesmo os cuscus rondavam a área. Oliveira, velho de guerra, percebe alguma coisa estranha, saca a arma do coldre esquerdo e sai do carro. Possui duas armas milimetricamente iguais, dispostas em ambos os lados, em dois coldres, um pouco abaixo das costelas. São duas Glock 17, 19 tiros, 9mm, ação dupla, cano de 4.49”, ambas foscas.

Seguiu lentamente até o corpo, espiado, sempre conferindo ao redor e empunhando a arma com as duas mãos. Seus olhos começaram a latejar sem nem mesmo terem visto o que tinha acontecido. Quando chegou perto o suficiente percebeu que o indivíduo estava com a cara virada para o asfalto. O sangue criara uma auréola demoníaca ao redor da cabeça. O meliante estava sem camisa, de bermuda, possuía algumas tatuagens, além de hematomas e cicatrizes. Devagar Oliveira colocou o dedo indicador e o dedo médio no pescoço da vítima. Sem sinal algum, com certeza já estava morto. Levantou-se e com os pés virou o sujeito.

“- Mas que merda é essa, porra!”. Oliveira saltou um grito de exclamação mesmo contra sua vontade, enquanto seus olhos pareciam que iam pular de sua cara.

Era o Desossado, chefe do tráfico na Vila Santana. Tinha esse apelido porque era tão magro que passava por qualquer buraco. Foi pego várias vezes por furto, à mão armada e à propriedade. Conseguiu subir na hierarquia do poder paralelo depois de ter matado Abadia, até então chefe do tráfico na Vila. Era conhecido pela sua bondade com os moradores, promovia shows, distribuía remédios, gás, comida e muito mais. Escolheu o lado certo da vida errada, como costumava dizer.

Oliveira sabia que Desossado era problema. Poderia haver represálias, ele tinha negócios com gente importante e influente, além dos amigos do tráfico. Tinha que desovar o Desossado, e o melhor lugar para isso era a jurisdição do Freitas.

Freitas é um policial viciado que passa o turno inteiro atrás de outros viciados para tentar descolar alguma coisa. Mesmo não efetuando muitas de suas prisões em flagrante, consegue manter as ruas sob sua responsabilidade em ordem. É violento e se orgulha de sua fama, sendo este o seu único argumento para conseguir respeito. A política do medo, neste caso, funciona perfeitamente.

Oliveira arrastou o corpo até o carro, deixando uma trilha de sangue por onde passou. Jogou o corpo no porta-malas e seguiu para a Rua Silva e Lima. Largou o corpo em uma obra que há muito tempo está em construção. Não se deu ao trabalho nem de jogar alguns escombros por cima. Deixou o individuo de qualquer jeito e dirigiu-se ao café da Maria. Lá poderia comer e beber de graça e pensar como resolver o problema do número crescente de homicídios na sua jurisdição.

No bar da Maria pediu um café, tomou tudo em dois goles e fechou os olhos.

(- Até morto esses filhos da puta me arranjam problema.)

continua...

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Wednesday, July 02, 2008

Maleficia - Antoine Pellissier


A história começa no início do século passado, quando o cavalo que carregava um coche para bruscamente no meio da estrada. Os ocupantes intrigados com a situação, saem do veículo. Examinam o coche e o cavalo, como não conseguem identificar o problema continuam o caminho a pé.
Perto dali acontece um ritual satânico. Pessoas são crucificadas, torturadas e mortas. Ao final do ritual alguns mortos começam a levantar de suas covas. Esses zumbis acabam encontrando os ocupantes do coche. Uma carnificina acontece e nem mesmo as crianças são perdoadas.
Os refugiados desta carnificina entram em uma casa a procura de socorro, mas acabam encontrando mais zumbis e satanics. Dentro desta casa acontece outro ritual, mas desta vez para ressuscitar Lúcifer, o Rei da Bestas. Ao final do ritual Lúcifer sai de um caldeirão e copula com uma vítima, que estava presa pelos satanics.
Nesta parte do filme o diretor entra em cena e diz que acabou. O filme torna-se realidade. Os atores começam a tirar as máscaras, maquiagem e a irem embora.
A câmera segue um grupo de atores que entram no carro. No meio do caminho o carro para bruscamente. Os ocupantes examinam o veículo, mas não encontram problemas. Quando olham para o lado percebem que zumbis e satanics dirigem-se a eles, carregando um bebê. O bebê é entregue a atriz que interpretou a vítima que copulou com Lúcifer. O filme acaba com um close na criança manchada de sangue.

Todo o filme é regado a muito gore, muito sangue e, principalmente, muito satanismo. Concerteza um dos filmes mais violentos que eu já vi. Tem gente morrendo esmagada, esfaqueada, com ferro quente nos olhos, dedo no olho, facada na boca, cabeça cortada na horizontal, e por aí vai.
Antoine Pellissier me parece um diretor subestimado, até pouco tempo nunca tinha ouvido falar e não encontrei a legenda para o filme, o que me obrigou a ver no original francês. O filme não tem muito fala, são mais gemidos e gritos, e como toda boa obra de terror, os clichês são abundantes e a história nada original, o que facilita a compreensão.
Apenas mais uma nota: as facadas nunca são únicas e secas, são sempre seguidas de gritos de fúria e pavor e mais outras dezenas de facadas, até formar uma papa de tripas e sangue.
Recomendo!

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Lilica Matos Smith (1944-2007)

Lilica Matos Smith (1944-2007), preta como a morte, era encarada por muitos como intransigente. Não aceitava erros e muito menos desculpas. Sua imagem de militante durona escondia uma cadela dedicada, divertida e alegre.
Refugiou-se no Brasil após a decadência do sindicalismo estadunidense, ocasionada pela morte de Trotski no México. No ano de 1970, em plena ditadura militar brasileira, organizava passeatas e assaltos a petshops. Está enterrada em uma cidadezinha do litoral do Rio Grande do Sul, onde passou tranquilamente o final de sua vida.
Suas mensagens estarão sempre em nossos corações.



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Tuesday, July 01, 2008

Transfer

Exposição de arte urbana, que agora tá enjaulada no museu, no Santander Cultural.
A arte de rua tá perdendo o sentido quando se limita ao museu. No museu ela não altera, não interage com o ambiente, não modifica as pessoas. No museu a arte fica exposta a críticas, recebe valor e, invariavelmente, tem que seguir determinadas regras. O graffiti, que se popularizou com a revolução contracultural de maio de 1968, e em seus primórdios lutava exatamente contra essa arte fechada, elitista, baseada em críticas, está tomando o mesmo rumo que a arte de Andy Warhol. Ou seja, uma arte baseada em críticos imbecis que se distância do povo cada vez mais.

Faço uma ressalva ao trabalho de el rofo, o artistas iconográfico, porque mesmo não sendo convidado para essa exposição me senti na obrigação de colocar um trabalho desse artista que a tanto tempo vem guiando a vanguarda gaúcha nos meandros da arte internacional.
Esses não são os desenhos da exposição, são apenas os artistas.


osgemeos

9li

el rofo

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Sheik Matos (1903-2008)

Sheik Matos (1903-2008) nos deixou nesta chuvosa manhã de quinta-feira. Ótimo cão em vida passou por muitas transformações sociais, rejeitando algumas e seguindo outras. Lutou com veêmencia a favor do voto feminino, viu a União Soviética se erguer e desmoronar, enquanto seus ideais dissolviam-se em meio a essa falsa democracia.
Deixou alegria em vida e saudade na morte.
Sua última vontade foi a inscrição desta frase de Robespierre em sua lápide:
"Se eu vivesse tu estarias morto".
Sempre lembraremos de você com alegria.





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Monday, June 30, 2008

Lucio Fulci Films

Minha pequena homenagem à vanguarda do cinema trash mundial, aqui representado por Lucio Fulci (1927-1996), um dos mestres do gore.
Vi e recomendo.


Zumbi 2 - a volta dos mortos (Zombi 2)Boca do Inferno
IMDb

Zombie 3 (Zombi 3)
Lucio Fulci, Claudio Fragasso e Bruno Mattei não tinha como dar errado!
Boca do Inferno
IMDb

City of the living dead (Paura nella città dei morti viventi [Pavor na Cidade dos Zumbis])
Boca do Inferno
IMDb

A cat in the brain (Un gatto nel cervello)

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A felicidade não se compra - Frank Capra

Frank Capra (Francesco Rosario Capra, 1897-1991) pode ser considerado o Steven Spielberg de seu tempo. Seus filmes tinham um espírito otimista, utilizava atores famosos em suas películas e era utilizado pelo governo norte-americano para fazer propaganda política. Tentou levantar a moral da sociedade americana depois das crises economicas e a convencê-los de que a 2. Guerra Mundial era legítima. Mas como disse nosso amigo Marx, quantidade gera qualidade, e de tantos filmes que o endemonhado fez alguns ficaram excelentes. Esse é um deles.

1) Dados técnicos

Título: A felicidade não se compra (It's a wonderful life)
Diretor: Frank Capra
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett, Frank Capra
Bibliotecário: Donna Reed
Gênero: Drama
Ano: 1946
País: EUA

2) Ambiente

Época: 1946
País: EUA - Bedford Falls
Contextualização: George Bailey (James Stewart) esta tendo um péssimo momento em sua vida, tanto profissional quanto pessoal, então decide cometer o suicídio. A partir daí o seu anjo da guarda tenta convence-lo a não cometer o suicídio, e faz isso mostrando pra ele como seria a vida da pequena cidade se ele não tivesse nascido.

3) Biblioteca

Tipo: Pública
Ambientação: A biblioteca aparece apenas por fora e parece ser grande e localizada em um prédio antigo. George Bailey, quando estava revendo a sua vida, vai a biblioteca em busca de sua mulher para ver se ela o reconhecia.
Usuários: Não há usuários.

4) Bibliotecário

Nome: Mary Hatch Bailey
Aparência física: Mulher branca, adulta (+- 30 anos), pouco atraente, cabelo preso, sem maquiagem, brincos ou anéis, usando óculos, um casaco formal, chapéu, saia abaixo do joelho e carregando uma bolsa.
Comportamento: Na vida real de George Bailey, Mary Hatch Bailey é uma pessoa bonita, atraente, com filhos, uma boa casa, etc, mas na vida sem George Bailey, Mary transforma-se em uma bibliotecária tímida, usando óculos, quieta, assustada, solteira, que chega a desmaiar quando George Bailey corre atrás dela.

5)Observações

Baseado na obra de Philip Van Doren Stern (The Greatest Gift)
A bibliotecária aparece no tempo de 1h59min do filme

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Wednesday, June 25, 2008

The killer in you is the killer in me

Mais uma produção do vanguardista El Rofo. Curta metragem trash, muito violento e assustador.

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